sábado, 4 de abril de 2015

O MAR DO ESQUECIMENTO

Posted by Paulo Carvalho on 20:36 with No comments


Apesar de nossa mente falha e imperfeita, todos os seres humanos têm uma incrível capacidade de se lembrar das ofensas que sofreu e delas não se esquecer jamais. Algumas pessoas dizem até que perdoaram as ofensas recebidas, mas não as esqueceu. Até que ponto perdoar e esquecer se dividem no coração do homem? Como perdoar e continuar remoendo lembranças amargas?

Pois é. Quando nos lembramos das humilhações, das ofensas, dos insultos sofridos em determinado momento de nossas vidas, estamos trazendo de volta os mesmos sentimentos que tivemos a respeito das pessoas envolvidas nos fatos, outra vez nossos corações sangram pelas humilhações e mais uma vez, precisamos perdoar nossos ofensores.

É possível se esquecer dos erros dos outros? Responda primeiro: você se esquece de seus pecados? Passa por cima de seus erros com a mesma facilidade com que atravessa a rua? Claro que sim. Temos uma inclinação natural de agravar os erros alheios e minimizar os nossos, mas não é assim com Deus.

Deus é perfeito e eterno, portanto tudo Nele é eterno, até Sua memória. Além do mais Deus nunca pecou, nunca cometeu erros (muito embora muita gente boa atribua a Deus erros colossais) e, por via de consequência, somente Deus poderia nos acusar dos nossos pecados. É a regra do “atire a primeira pedra”. Porém, o nosso acusador é o diabo e não Deus, pelo contrário, Ele providenciou para nós um Defensor Oficial, um Advogado perfeito, veja: Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." (1 João 2:1).

Se Deus não nos acusa, então não estamos autorizados a acusar os outros, ainda que suas ofensas sejam graves e, do ponto de vista humano, “imperdoáveis”. Fazer-nos lembrar de situações ruins vividas no passado é uma das armas favoritas do diabo para tentar destruir nossa autoestima e, com isso, sair arrastando para o ralo nossa relação com Deus, com nossos amados e até conosco mesmos.

Deus se esquece de nossos pecados e deles não se lembra mais, contudo a condição para que isso aconteça é o nosso arrependimento sincero. Pecado confessado, é pecado perdoado e  ai de nós se não fosse assim, veja: Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não me lembro." (Isaías 43:25)

Algumas pessoas já ouviram a expressão que dá título ao texto de hoje: mar do esquecimento. O que é isso? Existe um lugar onde Deus lança nossos pecados? Essa expressão é uma interpretação do texto do profeta Miquéias que diz: Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.(Miquéias 7:18-19)

É claro que é uma expressão metafórica, pois não existe um lugar específico, no fundo do oceano, onde nossos pecados são lançados por Deus, porém a interpretação desse texto criou a expressão “mar do esquecimento” muito usada no meio evangélico, que foi usada pelo profeta Miquéias para explicar de que forma Deus age com nossos pecados confessados e perdoados, da mesma forma como alguém que lança nas profundezas do mar uma pedrinha e jamais poderá resgatá-la.


Deus perdoa e esquece. A bela expressão “mar do esquecimento” nos fala do profundo amor de Deus pelo homem, que apesar de toda a Sua perfeição, perdoa nossas imperfeições e, para isso, enviou Seu Filho único para pagar pelos nossos pecados, esses mesmos pecados que Ele perdoa e lança na profundeza do mar e deles jamais se lembra. Um amor tão grande e tão precioso só espera uma decisão sua em reconhecer Jesus como seu Salvador, para salvar sua vida de todas as formas como alguém pode ser salvo.

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