Desde a eternidade Deus vem ajuntando gente que terá a sorte eterna de viver a verdadeira vida.
Antes de Deus ter criado o ser humano certamente ele vivia como vive hoje e sempre. Nunca precisou do ser humano para ser o que é.
Mas em determinada ocasião quis criar um ser dotado de capacidade para conhecê-lo, saber sobre ele e amá-lo de verdade.
Deus sabe quem é e sabe que o que há de melhor para ser conhecido é ele mesmo.
Sabe também que o homem ou qualquer outro ser que seja não o pode conhecer a menos que ele mesmo se revele tal como é.
Por quê?
Porque o homem se indispôs contra essa simples revelação do Criador.
Por petulância da insensatez quis ser igual a Deus, e deu no que deu.
Tudo o que a partir daí foi, necessitou urgentemente da intervenção única do próprio Criador para voltar à condição original.
Desde então Deus fez tudo sozinho, sem o concurso humano, tudo aquilo que precisava ser feito.
Mas o homem no seu orgulho não aceita que lhe façam algo que não leve a marca da sua contribuição em esforço de recompensa.
Mas o Criador diz: “minha graça te é suficiente”.
Portanto para aceitar algo que seja naturalmente diverso da condição do coração que se tem, faz-se necessário uma intervenção externa.
Deus a fez vindo morar dentro do homem para justamente deixar o coração deste em condições de aceitar o que sozinho jamais teria condição.
E é assim que Deus agora anda entre os homens: morando dentro deles.
Ajuntando os homens numa comunidade, torna-se seu sumo pastor, delegando alguns homens para o seu pastoreio.
Haverá um tempo em que esse ajuntamento completará um corpo na imagem de Seu Filho.
Enquanto não, essa comunidade tem a honra de manifestar na História a multiforme graça daquele nos chamou para ser seu povo.
E então virá o começo.
Adilson Mendes de Oliveira

