quinta-feira, 29 de maio de 2014

Encarnando o Evangelho de Cristo

Posted by Paulo Carvalho on 07:12 with No comments
Quero compartilhar sobre uma espiritualidade que chamo de total. Espiritualidade que junta tanto as dimensões da vida com elementos os quais achamos que são exclusivos à espiritualidade como: orações,  cultos e expressões religiosas.
Quero com isso dizer que espiritualidade encarnada, integral, misturada, onde tudo quanto existe deve estar a serviço da glória de Deus.
Quando a bíblia diz que o verbo se fez gente, cobrindo-se de carne, veia, sangue, comendo , bebendo, respirando, quer dizer que o verbo se envolveu com os homens e nas coisas dos homens e em todos os sentidos da vida humana.
Por tanto a exegese que faço a este tema é que não pode haver pra quem conhece a Cristo, uma vida secular e uma vida sacra, Com cristo tudo deve ser sacro. "Seja o comer, seja o beber, tudo deve ser feito para a glória de Deus.
"Pois se não há culto na vida não há vida no culto".

Por: Paulo Carvalho

domingo, 25 de maio de 2014

Soberania(Salmo 139)

Posted by Paulo Carvalho on 18:28 with No comments


Sei que tu me sondas
E me conheces muito bem
Mesmo nas minhas sombras
Teus braços me sustém

Todos os meus dias 
Determinados estão
No grande livro da vida
Pelas tuas fortes mãos

Diante da tua grandeza
Maravilhado estou
Contemplando as proezas 
Do grande EU SOU 



Por: Paulo Carvalho

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Menos de mim, mais dele!

Posted by Paulo Carvalho on 19:27 with No comments
Alguns cristãos parecem estar entregues a intermináveis diálogos sobre vida espiritual mais profunda, como se isso fosse uma nova classe de jogo ou diversão.
Em verdade muita gente tem esse assunto como  um tema a mais, porém ninguém parece querer  conhecer e amar a Deus pelo que ele é e pelo que ele deseja que façamos para ele.
Quando aprenderemos que Deus é a vida profunda?
Jesus Cristo mesmo é a vida profunda e a medida em que me lanço ao conhecimento do trino Deus,  meu coração marcha até a benção de sua comunhão.
Isso significa que há menos de mim e mais dEle.
Falando, sobre este assunto me vem a mente que há uma necessidade de ministrar ao coração de Deus. Temos em  nossos dias ministrado muito a homens , ministrando as suas necessidades , sendo que temos nos esquecidos de ministrar ao coração do amado de nossas almas.Será que já paramos para pensar o que passa no coração de Deus? Penso que era isso o que Paulo o apóstolo quis dizer quando escreveu: "A fim de conhecê-lo".  Ele estava expressando algo mais que o desejo de estar perto; ele estava desejoso em satisfazer o coração de Deus e interpretar para sim mesmo as batidas do coração dEle a ponto de deixá-lo satisfeito.
E o que Paulo fez para satisfazer o coração de Deus? Cumpriu com o Ide de Jesus.
O desejo mais profundo de Deus é que nós vamos as ovelhas que estão perdidas .
Que o fogo que manifestou-se em pentecoste para testemunho do evangelho arda em nossos corações.
Mais daquilo que está no coração de Deus e menos daquilo que é enganoso para o coração do homem.

Por: Paulo Carvalho

Pó, ou Sal da terra?

Posted by Paulo Carvalho on 19:01 with No comments
 Depois que Deus colocou Adão a par das consequências da sua desobediência, disse: "No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó tornarás." ( Gn 3:19 )
   O pecado é a porta que o homem abre para a sua própria morte, por isso todas as vezes que o pecado acontece recai sobre o pecador a certeza da morte. Essa morte se dá em todos os níveis da vida. Pode ser morte física ou morte espiritual.  No caso de Adão a morte foi completa e atingiu a todos completamente, por isso somos pó da terra. 
    "Eu sou a ressurreição e a vida , quem crer em mim ainda que esteja morto, viverá, disse Jesus com toda autoridade de que ressuscitaria a Lázaro em poucos instantes. Como dono da vida que é, Jesus tem esse poder vital de ser Senhor tanto de vivos como de mortos. Poder para comunicar e pregar aos mortos dando-lhes a oportunidade de saírem desse estado deplorável em que se encontram.
     Quando se aproveita esta oportunidade torna-se "nova criatura" passando a viver  sob a perspectiva do futuro.
    Somos chamados por Jesus a deixarmos de ser pó para tornarmos sal da terra.Ser pó aponta pra nossa queda e nossa condição de mortos. 
     Ser sal aponta para nossa nova realidade em Deus, esta é a característica dos regenerados.

     Motivados pela graça do Senhor aceitemos este chamado. 

Por: Paulo Carvalho

Desabafo : “Os Movimentos Evangélicos”

Posted by Paulo Carvalho on 08:05 with No comments

Parece-me que o evangelho no Brasil precisa se manter através de “movimentos”!
Lembro-me de alguns: Movimento missionário nos anos 80/90, os movimentos de evangelização em massas, nas grandes cruzadas evangelísticas, os movimentos de Marcha para Jesus, o movimento de batalha espiritual, conquista de territórios, de libertação.
Os movimentos de capacitação e treinamento de pastores e líderes, que ainda hoje tem força no Brasil entre movimentos conservadores, pentecostal e neo-pentecostal.
Os movimentos de crescimento de igrejas: Rede ministerial, Igreja com propósito, Igrejas em células, G12, MDA, movimento apostólico, Etc!
Os movimentos de evangelho integral que ganha força nos últimos dias e o movimento dos sem igreja, os que não querem instituição, não querem organização, mas acabam na mesma.
Olhando tudo isso, percebo que estes movimentos estão ligados às personalidades que lideram estes movimentos, a ponto de que só em citá-los, eles logo me vem a mente.
O quero dizer é que tudo isso é cansativo e chato, até mesmo os mais elaborados e os “espontâneos”!
O que quero buscar é a simplicidade de Cristo.
Quando olho para Cristo, para os apóstolos e os discípulos do primeiro século, vejo-os vivendo, segundo o curso que o Espírito apontava, sendo movidos e não seguindo movimentos.
A preocupação deles era viver a realidade daquilo que Cristo veio propor; eles se moviam pelo Cristo, perseveravam na palavra de Cristo, cuidavam das necessidades uns dos outros, temiam a Deus e desfrutavam do poder de Deus, gostavam de estar juntos mesmo nas suas diferenças, partiam o pão, louvavam a Deus, suas vidas eram testemunho e caíam na graça dos que estavam de fora e a cada dia acrescentava o Senhor os que haviam de ser salvos.


Simples assim!!!

Por: Paulo Carvalho

quarta-feira, 21 de maio de 2014


O discipulado genuíno é aquele que revela Cristo na vida do crente

“As igrejas fortes não estão construídas sobre programas, personalidades ou truques. Estão construídas sobre os propósitos eternos de Deus”. Esta afirmação de Rick Warren sempre me faz pensar nas estratégias que a igreja tem usado atualmente para crescer. Não podemos negar que a igreja tem sido caracterizada por um alto nível de ativismo, sempre procurando produzir eventos, programas ou atividades que preencham ao máximo o tempo de seus membros. Nos dá a impressão de quanto mais atividades uma igreja oferece, mais atraente ela irá parecer aos olhos do seu público. Certa vez ouvi de um pastor − “Em nossa igreja temos um departamento para cada necessidade” − e isso, para muitos, soa como uma fórmula, quase que indiscutível, de sucesso para o crescimento da igreja. Mas será que estas estratégias estão fundamentadas sobre os propósitos de Deus? Será que isso realmente conduz a igreja a um crescimento eficiente, sadío e permanente? Será que produz uma mudança na vida de seus membros conduzindo-os a maturidade espiritual? 

O Senhor Jesus, antes de deixar a terra, deu uma ordem específica: “ide, fazei discípulos... ensinando-os a observar todas as coisas que vos tenho mandado” (Mt 28.19,20) Não poderia ser mais simples e objetiva, esta resposta as necessidades da igreja para o crescimento, em qualidade e quantidade. Qualquer líder, se prestar devida atenção, aplicar em seu ministério este conceito estará construíndo uma igreja forte e sadia. O que Cristo pediu não foi nenhum plano mirabuloso cheio de atividades visando agradar aos seus seguidores. Era apenas o essencial e necessário. “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim” (Mt 24.45,46). Deus não vai pedir conta de quantos membros tinha no coral da igreja, não vai se importar se o retiro da mocidade atingiu a sua lotação máxima, nem se preocupa se a programação da igreja é um sucesso no bairro. Mas o que realmente importa, é se houve empenho em cumprir esta tarefa especifica: “fazei discipulos”. 
O ponto essencial do discipulado, segundo o modelo de Cristo, é ensinar através da convivência. Cristo orou ao Pai antes de escolhe-los, fez um convite direto a cada um, andava com eles, ensinava-os, aplicou tarefas práticas e aos poucos foi possível perceber uma mudança gradativa na vida daqueles homems. Pedro mesmo quando tentava negar que conhecia a Cristo, os que ali estavam presentes disseram “Verdadeiramente, és um deles, porque o teu modo de falar o denuncia”. Até mesmo a maneira de Pedro se expressar mostrava com quem ele havia estado. O discipulado genuíno produz este tipo de resultado: denuncia a Cristo na vida do crente. 
O mais interessante desta estratégia bíblica é o fato de que não se aplica apenas aos líderes, pastores ou responsáveis da igreja. Esta tarefa é dirigida a todo e qualquer cristão, que deseje estar dentro dos propósitos de Deus para a igreja. O que irá medir nosso êxito são a resposta a estas 3 perguntas: Que mudanças Deus tem feito na vida de outras pessoas através do meu ministério? Quais são os que decidiram seguir a Jesus ao vê-lo em minha vida? Quantos, hoje, servem ao ministério por me ver servir?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

VIDA ABUNDANTE

Posted by Paulo Carvalho on 15:53 with No comments
Texto base: João 10.10 
O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.
Tema: vida em abundância. Abundância é, em grego, perissos, que pode ser traduzido também por excelente, ou mais excelente. É sobre viver esta vida em excelência, uma vida abundante, que quero meditar com vocês esta noite.
Contexto: Jesus é o Bom Pastor. Ele é quem dá a vida por suas ovelhas, para que estas tenham vida. Não uma vida qualquer, uma vida comum, mas uma vida que um pastor deseja às suas ovelhas. Dito de outra forma, uma vida que um Deus, e não um deus qualquer, mas o Deus Vivo, o Todo Poderoso que, entre outras coisas, é Todo Amor e cuida dos Seus conforme Seu Amor.
1. Felicidade
Um primeiro aspecto de uma vida abundante é a felicidade.
"Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados" (Mt 5.4).
O cristianismo é cheio de paradoxos. Este é apenas um deles: felizes os que se entristecem. A felicidade não existe sem choro. E como é isto?
À noite todos os gatos são pardos. É um dito popular. Já ouviram? Pois é, de fato, vivemos todos em trevas. E na escuridão em que vivemos, olhamos aos nossos semelhantes e os consideramos todos iguais. E nós os vemos pardos. Por isso nos consideramos melhores que eles. Enquanto eles fazem isso ou aquilo, e quase tudo errado, nós fazemos assim e assado, quase tudo certo. Somos bons e, embora esteja escuro e não possamos nos ver claramente, sabemos de alguma forma que não somos pardos.
Mas então, um dia, uma Luz se aproximou de nós. Primeiro fugimos dela, porque ofuscava sobremaneira nossos olhos. Mas a Luz se nos apresentou de tal maneira, que se tornou irresistível para nós. Começamos a ver esta Luz e por Ela. Pois ela iluminava tudo ao redor e então pudemos olhar aos nossos semelhantes como eles são. E eles de fato são pardos. Mas não porque esta é sua cor natural, mas que eles estão sujos de lama. Não até o pescoço, mas tão cheios de lama por todo o corpo que até o branco dos olhos parece encardido. Mas a Luz ilumina a nós mesmos, e de um modo que voltamos o olhar mais a nós que a eles. E vemos que nós somos tão sujos e tão pardos, ou mais, que  os outros gatos. Vemos que esta sujeira está impregnada em nós de tal forma que não podemos nos livrar dela.
E choramos. Choramos copiosamente. Choramos com uma dor que é impossível expressar a quem nunca a sentiu. 
Mas a Luz que nos ilumina é o mesmo Bom Pastor que ama e cuida das ovelhas e quer o melhor para elas. E Ele as limpa. Ele faz dos gatos pardos gatos brancos como a neve. Purificados de toda impureza.
A tristeza que nos dói tanto é a mesma que nos dá uma alegria indizível!
Assim é quando da conversão, mas assim é também para a santificação. A vida que vivemos tem seus altos e baixos. E a cada pecado cometido há a tristeza do arrependimento e a alegria do perdão. Por isso, se você peca e não se entristece, cuidado. Pode bem ser que você viva uma outra religião e não a do Cristo.
Eu falei em paradoxos. E o paradoxo de uma vida abundante em felicidade é este: que felicidade não implica em ausência de tristeza. Ao contrário, felizes são os que choram, pois eles conhecem a consolação de seu Deus.
O primeiro aspecto de uma vida abundante: felicidade.
2. Gratidão
Um segundo aspecto da vida abundante é a gratidão. E eu quero mencionar esta gratidão de forma qualitativa e de uma forma quantitativa.
Qualitativa. 
Se vimos que nossa felicidade vem de uma tristeza profunda, uma tristeza por nós e uma felicidade por Deus, então percebemos que nossa felicidade não depende de circunstâncias. Seja o que for que nos sobrevenha, sabemos que tudo coopera para nosso bem (Rm 8.28). Então podemos ser gratos por qualquer coisa que recebamos, boa ou ruim.
Quando a calamidade veio a Jó, e ele perdeu tudo, bens e filhos, ele ainda orou em gratidão a Deus dizendo que nú veio ao mundo e nú voltará à terra. Em outro trecho, quando sua esposa sugere que ele amaldiçoe Deus e morra, ele responde que ela falava como uma doida. Diz ele: Se recebemos com gratidão o bem de Deus não saberemos também receber o mal? (Jó 1.21 e 2.10)
Não importa se bem ou mal, somos gratos pelo que Deus nos dá. E, se mal, ora, não deixamos de ficar tristes. Lamentamos sim. Mas lamentamos em tristeza que não abala nossa felicidade e gratidão.
Habacuque sabia da angústia que viria e não deixou de se entristecer por isso. Mas é assim que ele sofre: "Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente (Hc 3.17-19)."
Não importa o que temos, somos gratos a Deus pelo que nos deu.
Quantitativa.
Há quem não creia em milagres. Ao cristão não é necessário argumentar para provar que milagres acontecem. Mas temos ouvido muito que precisamos disso e daquilo, sempre com ares grandiosos. Por que?
Como classificar o tamanho ou a grandiosidade de um milagre? Que é mais difícil? Um paralítico andar ou perdoar pecados? (Mt 9.1-8) Ou é mais difícil que o mar se abra do que as coisas simplesmente existam?
Eu não sei. Acho estúpido que se questione tal coisa. Mas se é para eleger um milagre que seja o maior de todos, talvez pudéssemos falar da própria criação, talvez da encarnação. O eterno no tempo, mais um paradoxo e algo acima do nosso entendimento. Mas eu elegeria a minha salvação. Pois eu sei do meu pecado e da total impossibilidade da minha imundície ser conciliada com a pureza do Santo. Mas Ele não só Se reconciliou comigo como ainda me chamou a viver em comunhão com Ele eternamente.
Esta é a maior dádiva que alguém pode receber. E, tendo recebido esta, qualquer coisa que venha depois, quer seja mesmo um milagre, quer seja algo absolutamente comum, será com gratidão recebida.
Pois nem tudo é milagre, mas tudo é espiritual. Entender isso é a chave para ser grato e repetir com Paulo: "Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Fp 1.21).
Não importa quanto temos, somos gratos pelo que recebemos.
O segundo aspecto de uma vida abundante é a gratidão.
3. Prazer 
Se somos felizes acima do que nos acontece, e se somos gratos sem importar o que ou quanto nos sobrevenha, então podemos ter prazer em tudo o que vivemos.
A primeira pergunta do Catecismo de Westminster é: "Qual é o fim supremo e principal do homem?" A resposta é mais eloquente do que tudo que eu disse até aqui: "O fim supremo e principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lO para sempre".
Tudo é espiritual e se entendemos isso, tudo o que fizermos, desde as menores até as maiores coisas serão feitas pensando na glória de Deus. E glorificar a Deus, não importa o que façamos, é um prazer indescritível, pois é para a eternidade.
Um escarnecedor certa vez tentou me ridicularizar quando eu afirmei que tudo o que ocorre e tudo o que faço é para a glória de Deus. Ele usou termos piores, mas em essência ele me perguntou se ir ao banheiro fazer necessidades daria alguma glória a Deus. E como a sexualidade humana é uma área de intensos conflitos morais, ele me desafiou: quando você faz sexo, você está mesmo preocupado com a glória de Deus?
Para a primeira questão eu afirmo que todo uso correto do meu corpo glorifica seu Criador. Toda a atividade de manutenção deste templo do Espírito Santo é digna e O dignifica.
Para a segunda, ah, eu tenho prazer até mesmo em responder. Pois fazer amor com minha esposa é culto! É um prazer em nossos corpos sim, mas é também um prazer para nossa alma. É um prazer nos unirmos como é um prazer sermos um em Cristo.
E embora minha esposa fique ali toda vermelhinha, é mesmo bom ter este exemplo por ilustração. Porque somos um casal, unidos por Deus e estamos sob Sua benção.
Tudo o que fazemos é para Sua glória, mas só o glorificaremos se estivermos de acordo com Sua vontade. O sexo é uma dádiva de Deus, mas não se for de qualquer jeito e a qualquer custo. E isto, obviamente, vale não apenas para a atividade sexual, mas para toda a atividade humana.
Deus é muitas vezes pintado como um "grande estraga prazes cósmico". O cristianismo é muitas vezes pintado, até por alguns que se dizem seus membros, como um "não pode". Um cristão não pode isso, um cristão não pode aquilo. Mas o cristianismo é uma religião de alegria, de gratidão, e de gozo.
Tudo nos é lícito. Mas nem tudo convém. (I Co 10.23) É ao conhecer a Deus e nos conformar ao Seu Espírito que abandonamos aquilo que não nos convém com a mesma alegria, gratidão e prazer com que fazemos o que é lícito.
O terceiro aspecto de uma vida abundante é o prazer.
Conclusão
Conhecem a expressão carpe diem? Significa: aproveite o dia. É uma expressão muitas vezes usada por aí com um sentido bem antropocêntrico e bem hedonista (com vistas ao próprio prazer). Não queremos isso.
Mas o cristão é sim chamado a aproveitar o dia. Seja lá qual for a atividade que você tenha, um trabalho, uma viagem, um programa em família, namorar, malhar, jantar, cuidar do cachorro, sei lá... Não importa o que você esteja a fazer...
Aproveite o dia feliz!
Aproveite o dia grato!
Aproveite o dia com prazer!
Para a glória do seu Deus. 


segunda-feira, 12 de maio de 2014

PEDRA DE PASSAGEM OU PEDRA DE TROPEÇO?

Posted by Paulo Carvalho on 21:30 with No comments

O PASTOR E SUA IGREJA ( ou os pastores e suas igrejas locais)
•O pastor está mais preocupado na manutenção da organização do que no crescimento espiritual do povo e na evangelização?
•O pastor ao pregar tem seu  foco em divertir o povo ou em ensinar verdades bíblicas eternas? As mensagens são mais de autoajuda?
•O pastor se dedica mais a ler sobre liderança do ponto de vista do que o mercado ensina ou tem zelo em crescer em piedade, oração e conhecimento da Palavra? ou nem investe no seu crescimento pessoal?
 •O pastor está mais preocupado em alcançar um orçamento financeiro ou metas financeiras ou em fortalecer o seu povo na fé e na confiança em Cristo? 
 •O pastor tem mais preocupação consigo mesmo ou com a glória de Deus?
 •Os pastores usam as pessoas para construir "seu" ministério, ou usa seu ministério para construir pessoas? 
•O pastor vive como se o povo dependesse dele ou ele procura sempre lembrar o povo que o mesmo precisa ser dependente é de Cristo, de sua Palavra e do Espírito Santo?
 •O pastor lê a bíblia literalmente ou lê a bíblia literariamente? ( Isto é, a bíblia precisa ser compreendida no contexto do gênero literário. Nem toda a bíblia é prescritiva. A bíblia é o canon sagrado que nos revela Deus através da pessoa e obra de Jesus Cristo. Pastores podem maltratar a Palavra de Deus e afirmar que ela diz certas coisas, que a Bíblia diz exatamente o contrário). 
•O pastor está usando sua igreja local como um trampolim para igrejas maiores, crescimento político na denominação, crescimento na política municipal, estadual ou nacional ou está buscando o crescimento do reino de Cristo?



Pastor Jeremias Pereira.

domingo, 11 de maio de 2014

IGREJA NECRÓFILA: Crentes exumam cadáver

Posted by Paulo Carvalho on 21:58 with No comments


Por: Hermes C. Fernandes

Fui convidado para acompanhar a exumação de um corpo. Logo na entrada, ficamos assustados com o nome do cemitério: Maligno. E mais: Pela primeira vez entrávamos num cemitério de uma cova só. Por isso, não tivemos dificuldade de encontrar o túmulo. 
Assim que nossa equipe de reportagem chegou ao cemitério, já havia uma equipe de pá nas mãos, pronta para começar a desenterrar os restos mortais do dito cujo. 
Sobre o túmulo, uma lápide. Ainda assustado, não me dei o trabalho de ler as inscrições contidas nela.
Meu trabalho era apenas acompanhar a exumação.
Alguém insistia com a idéia de que o defunto ainda estaria vivo. 
Perguntei ao coveiro:
- De quê ele morreu?
Ele me disse: Morreu crucificado.
Perguntei-lhe:
- Morreu como Jesus?
- Sim, respondeu. – Na verdade, morreu junto com Ele. Seu último suspiro coincidiu com o último suspiro do Filho de Deus. A diferença é que Cristo ressuscitou, mas este infeliz…
- Então, já faz muito tempo isso. Por que esses homens insistem com esta idéia absurda de que ele ainda estaria vivo? Será que não viram o atestado de óbito? 
- O problema é que eles não confiam no que está escrito. Preferem crer nos seus sentidos.
Um deles, por sinal, o que estava mais animado com a exumação, se aproximou e quis discutir conosco. Pelo que li em seu crachá, chamava-se Necróphilo.
Enquanto cavavam, um odor horrível tomou o ambiente. Era insuportável. Todos tivemos que tapar o nariz.
Lá estava ele… ou melhor, o que sobrou dele. Embora sua decomposição parecesse lenta, já estava em estado avançado. 
Só então, atentei para o que estava escrito na lápide:
"Aqui jaz o mundo”.
Soube que três dias depois que veio a falecer, foi registrado o nascimento de uma criança nas imediações, que recebeu o nome de TETÉLESTAI. O trabalho de parto foi demorado e doloroso, e a bolsa se rompeu no instante em que o véu do templo se rasgou de cima a baixo. Foram quarenta dias até que o cordão umbilical fosse cortado, e mais dez dias até que a criança soltasse seu primeiro choro. 
Em vez de chorarem a morte do velho mundo, aqueles que seguiam a Cristo preferiram festejar o nascimento do novo. 
Dois mil anos se passaram, e justo agora que a criança está chegando à adolescência, os seguidores de Cristo resolvem voltar sua atenção para a exumação de um morto. Pelo jeito, querem conhecer as profundezas do Maligno…
* Leia 1 João 5:19; Gálatas 6:14; 1 Coríntios 2:6; Hebreus 12:22-24; Colossenses 1:19-20; Efésios 1:9-10; Apocalipse 21:5-6, 9-10; Apocalipse 2:24



sábado, 10 de maio de 2014

O Herege Pelágio da Bretanha

Posted by Paulo Carvalho on 20:18 with No comments


Pelágio
Pelágio da Bretanha (350 — 423
foi um monge ascético, nascido provavelmente na Britânia.

Vida e obra

Estabeleceu-se em Roma por volta de 405, depois viajou para África do Norte, continuou a viagem até a Palestina e escreveu dois livros sobre opecado, o livre-arbítrio e a graçaDa natureza e Do livre-arbítrio.
Suas opiniões foram criticadas violentamente por Agostinho e seu amigo Jerônimo, tradutor e comentarista bíblico, que morava em Belém na Palestina. Foi inocentado das acusações sobre heresia pelo Sínodo de Dióspolis na Palestina em 415, mas condenado como herege pelo bispo de Roma em 417 e 418, e pelo Concílio de Éfeso em 431.
Não se sabe ao certo o ano e o motivo da sua morte, provavelmente foi por volta de 423. É possível que sua condenação pelo Concílio de Éfeso tenha sido após a sua morte.1

O pelagianismo

Quando Pelágio chegou a Roma, notou que muitos cristãos viviam de maneira indecente e muitos outros pareciam não se preocupar com a crescente indiferença à pureza moral e obediência na igreja. Rastreou o problema até uma publicação de Agostinho (Confissões), onde este afirmava que ninguém podia ser continente (abster-se da imoralidade), a menos que Deus lhe desse essa dádiva. Argumentou que, se os cristãos acreditavam que não podiam ser continentes, era de se esperar que praticassem a incontinência. Escreveu, então o livro da Natureza, em que sustentava que os seres humanos podem ter uma vida sem pecado com seus “dons naturais” e que cabe a eles fazer isso. Esse foi o início da grande controvérsia a respeito do pecado original, do livre-arbítrio e da graça que ocupou a igreja por mais de cem anos e cuja repercussão continuou nos séculos seguintes.2
Os oponentes de Pelágio, liderados por Agostinho o acusaram de três heresias:
  • Negar o pecado original;
  • Negar que a graça de Deus é essencial para a salvação;
  • Defender que o Homem possui a capacidade de decidir o seu futuro por livre-arbítrio, sem necessariamente depender da graça de Deus baseando-se no fato de pessoas resistirem por sua própria vontade a tudo que se refere a Deus, ao Criador e à necessidade de pertencer a ELE.
Sua doutrina a respeito da graça foi combatida por Agostinho de Hipona e considerada herética.

Referências

  1. Ir para cima
     Olson, Roger E.. História da Teologia Cristã: 2000 anos de tradição e reformas. São Paulo: Vida, 2001. 272 p. ISBN 8573675268
  2. Ir para cima
     Idem,

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Girolamo Savonarola

Posted by Paulo Carvalho on 20:01 with No comments

Girolamo Savonarola
Nome completoHieronymous Savonarola
Nascimento21 de setembro de 1452
Ferrara
Morte23 de maio de 1498 (45 anos)
Florença
AssinaturaGirolamo Savonarola Signature.svg
Girolamo Savonarola (Ferrara21 de setembro de 1452 — Florença23 de maio de 1498), cujo nome é por vezes traduzido como Jerônimo Savonarola ou Hieronymous Savonarola, foi um padre dominicano e, por curto período, governou Florença.
Este reformador dominicano veio de uma antiga e tradicional família de Ferrara. Intelectual muito talentoso devotou-se a seus estudos, em especial à filosofia e à medicina. Em 1474, quando em uma viagem a Faenza, ouviu um forte sermão, proferido por um padre agostiniano, e resolveu renunciar ao mundo, incorporando-se à ordem dominicana na Bolonha, sem o conhecimento de seus pais.
Oposição contra a vida pagã

Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento, como é evidente do poema No declínio da igreja, que escreveu no primeiro ano de sua vida monástica, fortaleceu-se com a instrução dos noviços no mosteiro, em Bolonha, e começou a escrever os tratados filosóficos baseados em Aristóteles e em São Tomás de Aquino. Em 1481, foi designado por seu superior para pregar em Florença. Nesse centro do Renascimento, opôs-se imediatamente, com grande energia, à vida pagã e freqüentemente contra a imoralidade prevalecente em muitas classes da sociedade, em especial na corte de Lourenço de Médici.
Foi tomado ao mesmo tempo por um zelo intenso para com a salvação das almas, e estava pronto a arriscar tudo a fim combater as fraquezas humanas. Em 1489 retornou a Florença, que devia ser a cena de seus trabalhos e triunfos futuros, tanto como de sua queda.

Interpretação do Apocalipse

Em agosto de 1490, Savonarola começou seus sermões no púlpito da igreja de São Marcos, com a interpretação do Apocalipse. Seu sucesso foi completo: toda a cidade de Florença ia ouvi-lo, de modo que seus sermões na catedral foram exercendo uma influência constantemente crescente sobre o povo. Apesar de sua ascensão no Mosteiro de São Marcos, ele deixou manifesta a sua crítica quanto ao governo da cidade, faltando à visita a Lourenço de Médici — embora os Médici se mostrassem sempre mecenas generosos do mosteiro.

Reforma interna do mosteiro

Nesse período, Savonarola começou a reforma interna do mosteiro, quando São Marcos e outros mosteiros de Toscana foram separados da congregação da Lombardia. Savonarola começou a criticar a imoralidade, a vida de prazeres dos florentinos, enquanto pregava que a população voltasse à vida da virtude cristã. Seus sermões e sua personalidade causavam um profundo impacto na população.

Girolamo Savonarola escrevendo e meditando em reclusão - 1853 gravura pela A.H. Payne Publishers (de: Dr. Nuno Carvalho de Sousa Private Collections - Lisboa.)
Savonarola intensificou suas críticas, agora contra os abusos na vida eclesiástica, da imoralidade de grande parte do clero — sobretudo a vida imoral de muitos membros da Cúria romana —, dos príncipes e dos cortesãos. Em termos proféticos, passou a anunciar o juízo final, numa alusão a Carlos VIII, orei de França, que tinha entrado na Itália e estava avançando contra Florença.

Vida moral regenerada

Cristo foi considerado o rei de Florença e protetor de suas liberdades. Um grande conselho, com representantes de todos os cidadãos passou a governar a república e a lei de Cristo deveria ser a base da vida política e social. Savonarola não interferiu diretamente na política e nos casos de estado, mas seus ensinos e suas idéias eram absorvidos, fazendo com que a vida moral dos cidadãos fosse regenerada. Muitas pessoas trouxeram artigos de luxo, que foram queimados publicamente. Uma irmandade foi fundada por Savonarola para incentivar uma vida piedosa e cristã entre seus membros.

Conflito com o papa Alexandre VI

Esses esforços de Savonarola vieram a gerar conflito com Alexandre VI. O papa, como todos os príncipes de cidades italianas, à exceção de Florença, era um oponente da política francesa. Além disso, Carlos VIII o tinha ameaçado freqüentemente com a convocação de um concílio em oposição. Além disso, o pregador dominicano falava com violência crescente contra o papa e a Cúria. Os fatos terminaram por precipitar a exigência papal de que Savonarola pregasse obediência, além de ir a Roma para defender-se. Savonarola desculpou-se, alegando estar com a saúde danificada. As conseqüências seguintes foram a proibição de o dominicano fazer pregações e a devolução do mosteiro de São Marcos à congregação de Lombardia. Em sua resposta, Savonarola procurou justificar-se e declarando que ele sempre tinha se submetido ao julgamento da Igreja; com isso o mosteiro foi retirado da congregação da Lombardia e a conduta de Savanarola foi julgada suavemente, mas a proibição de suas pregações foi mantida.

Savonarola desafia a autoridade papal

Enforcamento e incineração do corpo de Savonarola na Piazza della Signoria (Anônimo, 1498,Museu Nacional de São Marcos
Em seus novos sermões atacou violentamente os crimes do Vaticano, que aumentaram desse modo as paixões em Florença. Um cisma começou a se prefigurar e o papa foi forçado outra vez a agir. Mesmo assim, Savonarola prosseguiu com suas pregações cada vez mais violentas contra a Igreja de Roma, recusando-se a obedecer às ordens recebidas. Em 12 de maio de 1497, foi excomungado.

Queda de Savonarola

Savonarola, acreditando ser a voz de Deus, tinha o hábito de clamar que o Poder Divino o fulminasse se ele estivesse errado, e dizia que iria caminhar sobre o fogo para provar a retitude de suas pregações. Quando um frade franciscano aceitou o desafio, dizendo que achava que também seria queimado, porém que seu sacrifício serviria para tirar a ilusão do povo, Savonarola não se mostrou mais disposto e recuou da prova.1
Um frei dominicano, discípulo de Savonarola, aceitou o desafio em seu lugar, e o circo foi armado, em Florença, em que a multidão compareceu para assistir a uma tragédia ou a um milagre. O representante de Savonarola, porém, inventou uma desculpa para não caminhar no fogo, e após vários insultos de lado a lado, acabou não havendo a esperada ordália pelo fogo.1

Morte

Depois deste fiasco, a influência de Savonarola foi diminuindo, e logo seus inimigos o levaram à autoridade secular. Algumas confissões foram obtidas por tortura, e ele foi condenado à morte na forca por heresia. Ele foi para a morte com fortitude e grandeza, um homem que muitos acreditaram que era um santo, mas que era, na realidade, uma vítima digna de pena, sofrendo de auto-ilusão, desobediência e obstinação.1 Ele morreu em 25 de maio de 1498.

Bibliografia

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.